Foto livro registra a vida e o trabalho das quebradeiras de coco babaçu do Maranhão
Foi lançado em Caxias o foto livro “Quebradeiras de Coco Babaçu do Maranhão – Produção Tradicional e Economia Solidária”, publicação que reúne registros fotográficos e informações sobre as condições de vida e trabalho das mulheres que têm na quebra do coco babaçu uma importante fonte de renda e de preservação de conhecimentos tradicionais. A obra foi publicada pela Editora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e reúne imagens produzidas ao longo das pesquisas de mestrado e doutorado da pesquisadora maranhense Sheila Alves Vale.
O trabalho teve início em 2014, durante uma pesquisa de mestrado no Programa de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, realizada no município de Itapecuru, com participação e parceria do Instituto Federal do Maranhão. As fotografias registram diferentes etapas do processo de trabalho das quebradeiras de coco, mostrando o cotidiano, os saberes tradicionais e a relação das trabalhadoras com as palmeiras de babaçu.
O foto livro é resultado da continuidade das pesquisas desenvolvidas por Sheila Alves Vale, doutora em Ciências pelo Programa de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. Natural de São Luís, no Maranhão, a pesquisadora dedicou seus estudos às condições de vida e trabalho das quebradeiras de coco do estado, dando visibilidade a uma atividade tradicional que atravessa gerações e possui importância social, cultural e econômica para diversas comunidades maranhenses.
O lançamento em Caxias contou com o apoio da Secretaria Municipal de Atividades Produtivas e Inspeção Animal e foi realizado no Mirante da Balaiada, reunindo quebradeiras de coco que participaram do projeto. Durante o encontro, elas destacaram os diversos usos do babaçu e reforçaram a importância da preservação das palmeiras para garantir a continuidade da atividade. O registro fotográfico, além de documentar uma prática tradicional, contribui para valorizar a identidade, o conhecimento e o protagonismo dessas mulheres na economia solidária e na preservação ambiental.
Comentários
Postar um comentário